O Senhor Jesus Cristo foi um refugiado?

Sim! Não resta dúvida. Lemos no Novo Testamento quando o Senhor se tornou refugiado:

“E tendo [os reis magos] se retirado, eis que o anjo do Senhor apareceu a José em sonhos, dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito, e demora-te lá até que eu te diga; porque Herodes há de procurar o menino para o matar.” (Mateus 2:13)

O Élder Patrick Kearon, dos Setenta ensinou sobre isso:

“O Salvador sabe como é ser um refugiado — Ele foi um. Quando era criança, Jesus e Sua família fugiram para o Egito para escapar da letal espada de Herodes. E em vários momentos de Seu ministério, Jesus foi ameaçado e Sua vida esteve em perigo; por fim, submeteu-Se aos desígnios de homens maus que haviam planejado Sua morte.” (“Abrigar-se da Tempestade“, Conferência Geral abril de 2006)

O Élder James E. Talmage escreveu em seu livro Jesus, o Cristo, sobre essa ocasião. Ele disse:

“A perfídia de Herodes, solicitando aos magos que voltassem e relatassem onde poderia ser encontrado o Menino real, afirmando que também desejava adorá-Lo, enquanto em seu coração intentava tirar-Lhe a vida, foi frustrada pelo divino aviso feito aos magos, como já citado. Depois que haviam partido, o anjo do Senhor apareceu a José, dizendo: “Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito, e demora-te lá até que eu te diga; porque Herodes há de procurar o menino para o matar.” Em obediência a esta ordem, José tomou Maria e seu Filho e saíram à noite, em direção ao Egito, lá permanecendo até que divinamente instruídos a voltar.

Quando percebeu o rei que os sábios haviam ignorado a ordem que lhes dera, ficou extremamente enraivecido; e, calculando o máximo a que poderia remontar o nascimento, de acordo com a afirmação dos magos quanto à aparição da estrela, ordenou a matança de “todos os meninos que havia em Belém, e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo”.

Nesse massacre de inocentes, o evangelista viu o cumprimento da palavra do Senhor, transmitida pela voz de Jeremias seis séculos antes, expressa no vigoroso pretérito perfeito, como se já tivesse acontecido: “Em Ramá se ouviu uma voz, lamentação, choro e grande pranto: Raquel chorando os seus filhos, e não querendo ser consolada, porque já não existem.”  (Jesus, o Cristo, Biblioteca do Evangelho, lds.org)

Mãe e filho refugiados sírios

O que aprendemos com a experiência de Cristo como refugiado.

Estima-se que hoje haja 60 milhões de refugiados no mundo, e isso significa que “uma em cada 122 pessoas (…) foi forçada a fugir de sua casa” e metade delas são crianças. É chocante considerar os números envolvidos e pensar a respeito do significado disso na vida de cada pessoa. Mas Cristo sabe como é ser um refugiado. Alma ensinou que Cristo seguiu “sofrendo dores e aflições e tentações de toda espécie” e isto “para que se cumpra a palavra que diz que ele tomará sobre si as dores e as enfermidades de seu povo”. O Salvador “tomou sobre si a morte, para soltar as ligaduras da morte que prendem o seu povo” e tomou “sobre si as suas enfermidades, para que se lhe encham de misericórdia as entranhas, segundo a carne, para que saiba, segundo a carne, como socorrer seu povo, de acordo com suas enfermidades” (Alma 7:11-12).

Então Cristo sabe como nos sentimos – e como nos socorrer, pois Ele passou por toda dor e aflição. Podemos confiar nele caso sejamos refugiados.

O Élder Kearon também falou sobre a atitude de Cristo para os as pessoas que eram refugiadas:

“Talvez, então, seja ainda mais notável para nós que [Jesus Cristo] muitas vezes tenha nos ensinado a amar uns aos outros, amar como Ele ama, a amar nosso próximo como a nós mesmos.

Verdadeiramente, “a religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações” e “[cuidar] dos pobres e necessitados e [ministrar-lhes] auxílio para que não sofram”

As escrituras declaram o mandamento cristão que temos: “Como um natural entre vós será o estrangeiro que peregrina convosco; amá-lo-ás como a ti mesmo” (Levítico 19:34) e “Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, não o sabendo, hospedaram anjos.”(Hebreus 13:2).

E o Salvador ainda afirmou:

“Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me” (Mateus 25:35–36).

É assim que devemos agir.

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