O que fazer quando a síndrome de impostor faz você sentir mal na Igreja

Síndrome de impostor.

Já deve ter ouvido falar. É um termo que tem sido comentado no mundo da psicologia.

Identificado mais de 40 anos atrás por dois pesquisadores, a síndrome de impostor é algo que todos nós experimentamos de uma forma ou de outra. Simplificando, essa circunstância é um caso grave de insegurança e dúvida.

Nenhuma quantidade de reconhecimento pelas realizações ou elogios pode reforçar-nos quando os sintomas da síndrome de impostor batem. Isso porque de repente, nada disso importa. Estamos simplesmente morrendo de medo de que seremos “descobertos” como uma fraude. Que alguém vai notar que nossas habilidades são simplesmente faixada para uma pessoa extremamente não qualificada.

Normalmente, os psicólogos se referem à síndrome de impostor quando se aplica ao mundo dos negócios. Mas a maioria de nós também já viu essa síndrome apontar no ambiente da Igreja. Isso pode ser identificado como síndrome de impostor espiritual.

E afeta mais membros da Igreja do que imaginamos.

Uma das vítimas óbvias da síndrome de impostor espiritual poderia ser uma recém batizada convertida à Igreja. Não importa o quanto ela tente trilhar a jornada, repetir o discurso ou vestir-se como as outras, ela sente que como seu testemunho jamais vai corresponder a o da outra pessoa. Este novo membro irá admitir prontamente que ela está vivenciando uma efusão de bênçãos relacionadas à sua conversão. Mas ela também vai confessar que tem um sentimento irritante que diz a ela com frequência que jamais será igual às outras irmãs.

Mal ela sabe que não está sozinha.

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Exemplos das Escrituras

As escrituras tem exemplos de pessoas que sofrem de síndrome de impostor. Como podemos classificar a declaração dramática de Néfi quando disse: “que homem miserável sou!” Ela não reflete a síndrome de impostor?

E a história de Gideão em Juízes no  capítulo 6? Ele duvidava de si mesmo tanto que não tinha certeza se era realmente o Senhor falando com ele. E quando ele descobriu que era realmente o Senhor, ainda não conseguia entender a possibilidade de ser chamado para liderar um exército por ser quem era, “o menor na casa de[seu] pai” (Juízes 6:15).

Agora você talvez não se sinta sozinho em vivenciar sentimentos de inadequação e dúvida. Mas o que fazer a respeito?

Reconhecer os sentimentos

Uma das coisas mais importantes que você pode fazer é reconhecer esses sentimentos: um caso grave de homem natural tentando negar sua verdadeira identidade.  Esta é uma parte da nossa personalidade que é inimiga de Deus e tende a prestar atenção aos sussurros do adversário em vez do Espírito Santo. Tais sussurros com frequência brincam como um registro quebrado de palavras, do tipo: “Você é uma farsa e todo mundo sabe disso”.

Afinal, Satanás é o primeiro e original impostor, certo? Embora possamos nos sentir como uma fraude, ele é de fato uma fraude. E ele quer que todos nós sucumbamos a esses sentimentos que não são bons e nunca serão, por isso não podemos ceder.

Ele tentou isso com Moisés, que o enxergou e perguntou: “Quem és tu? Pois eis que sou um filho de Deus, à semelhança de seu Unigênito; e onde está tua glória, para que te adore? (Moisés 1:13).

O que deu a Moisés a coragem de desafiar o pai de todas as mentiras? Como ele conquistou suas inseguranças e declarou de modo corajoso a verdade sobre sua natureza divina?

Bem, ele sabia que seu poder vinha de um Ser Supremo que é onipotente, não de seu próprio braço da carne.

Por uma questão de fato, se tentarmos basear o nosso conceito de quem somos em nosso histórico e em nossas realizações na terra, provavelmente vamos sempre vivenciar a síndrome de impostor espiritual. Porque nós somos uma fraude quando edificamos nossa autoestima nas realizações mundanas ou em nossa aparência física superficial.

Em contrapartida, quando ancoramos nossa identidade em nossa natureza divina, assim como Moisés fez, teremos o tipo de confiança para declarar autenticamente em face de qualquer pessoa (inclusive o adversário): “Sou um filho de Deus!”

servir em uma missão

Como superar a síndrome de impostor

Então, da próxima vez que você entrar na Igreja e sentir que seu testemunho não é tão forte, suas orações não são tão eloquentes, seu terno não é tão bom ou sua lição não é tão inspiradora quanto a de todo mundo, apenas lembre-se – você faz parte da maioria.

Na verdade, você está cercado por pessoas imperfeitas como você, que estão confiando em um Deus misericordioso para proporcionar-lhes a capacidade de se tornar o que Ele sabe que pode se tornar. Um Deus que, por meio de Seu Filho, nos deu uma maneira de superar a dúvida e o medo da síndrome de impostor e substituí-lo pela confiança e a fé que tem um autêntico filho de Deus.

Fonte: MormonHub

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